Pregação – Maturidade para viver neste mundo | 1 Coríntios 4.14-21

Portanto, eu peço a vocês que sejam meus imitadores.

1 Coríntios 4:16

Se você colocar no Youtube a palavra “pregação” para pesquisa inúmeras pregações ruins vão aparecer, com pregadores que são falsos mestres. Faça o teste.

Eu só consegui refinar a pesquisa quando acrescentei mais uma palavra e escrevi o seguinte “pregações reformadas” e por fim apareceram bons pregadores.

Hoje me ligou um rapaz, via Facebook, pedindo oração porque na cada dele estavam acontecendo muitas brigas. Oramos, mas eu disse que ele precisa procurar aconselhamento pessoalmente de um pastor na cidade dele e que enquanto isso ele deveria ir assistindo pregações e recomendei como fazer a pesquisa correta.

Existem alguns perigos que você corre neste tempo de pandemia: relaxar na fidelidade a Deus, uma vez que não está com o pastor e a sua igreja para podermos cuidar uns dos outros, nos exortando mutuamente a fé, como diz Hebreus 10:24,25:

“Cuidemos também de nos animar uns aos outros no amor e na prática de boas obras.Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima”.

A presença e a vida de uma igreja em nossa vida é muito importante. O que vivemos hoje é uma exceção, por uma questão de saúde mundial, mas que tem nos mostrado o quanto a igreja, o nosso povo de fé, é valiosa!

Também neste tempo de pandemia, precisamos escolher bem o que assistimos, em meio à tantas Lives: o que é heresia e o que pode de fato nos fazer manter firme a confissão na Verdade?

Paulo está preocupado com os Coríntios, longe de si. Ele os está advertindo a não de deixarem amoldar pela cultura do seu tempo, que os levaria para longe de viver o modelo deixado por Cristo.
Ele se sente na obrigação de aconselhá-los acerca da postura apropriada a adotarem diante das várias tentações na vida. 

Mas, isso é retrato, na verdade, da preocupação de Deus com a nossa caminhada até chegarmos a Seus braços, em definitivo, no céu. Lá estaremos livres do pecado, aqui, temos que lutar contra ele. 
Assim, aqui não há como atingir perfeição, mas é possível alcançar maturidade na jornada – e este é o cuidado amoroso de Deus, a Sua Palavra em nosso viver diário, uma vez que a mensagem não é apenas para ser ouvida no momento em que é pregada, mas para ser vivida sob a graça do Espírito Santo no cotidiano, e isso individualmente, independente de termos igreja ou pastor olhando.

No versículo 15, Paulo faz uma distinção entre pai na fé e tutores. Na cultura judaica os pais deveriam, durante a cerimônia de circuncisão, assumir o compromisso de educar seu filho, zelando em alguns pontos: 

  1. que o filho aprendesse as Escrituras
  2. que ele encontrasse uma boa esposa
  3. que o filho realizasse atos de bondade

A figura dos tutores introduzida pelo apóstolo neste ponto de sua carta, remete ao papel desempenhado por alguns escravos que acompanhavam as crianças até a escola e supervisionava de elas faziam suas atividades. Embora úteis, tais tutores não poderiam ser confundidos com o pai.

O interesse do pai por um filho é singular, dura a vida inteira e acompanhará o filho por toda a sua vida. O tutor tinha importância, mas não não o mesmo nível de compromisso. O pai está preocupado com a identidade do filho. O tutor apenas com as tarefas e compromissos escolares, quando então termina a sua obrigação.

Parece que em Corinto não haviam bons exemplo, bons tutores na fé para guiar os filhos espirituais do apóstolo Paulo. Paulo então, preocupado com o amadurecimento genuíno dessa igreja, dispara: sejam meus imitadores. Copiem o meu exemplo. 

Paulo podia falar isso, porque e experiência de vida que ele tinha era, conforme Gálatas 2:19,20:

“Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”.

Paulo está dizendo o seguinte: “se vocês forem imitar alguém, que seja a mim, pois tenho um verdadeiro interesse por vocês, eu os gerei em Cristo. E o exemplo que eu deixo é: vivam pela fé em Jesus, que Jesus viva em vocês, façam isso como eu mesmo faço, imitem a mim”. 

Interessante que Paulo explica que é o pai espiritual, mas envia outra pessoa, Timóteo, para ajudar no amadurecimento daquela igreja. Isso mostra que quando conduzimos alguém a Cristo estaremos sempre preocupados com eles, mas, que eles não são dependentes de nós e nem mesmo são nossa propriedade. Outros pastores e mentores fiéis podem e devem ser instrumentos da graça de Deus na vida das pessoas.

Eu me preocupo muito com o “sequestro de consciência” – que são pregadores que fazem as multidões seguirem a si mesmo num sistema de abdução mental do outro, ao invés de de lhes pregar a Palavra, ser exemplo e se preocuparem com eles, ensinando a seguirem Jesus.

Quando uma pessoa é pastoreada por um pastor e discipulada biblicamente por irmãos na fé mais maduros espiritualmente, tem tudo para viver a vida de Paulo: pela fé no filho de Deus, onde não vive mais ele, mas Cristo vive nele. Esta é a vida para com Deus.

Quanto uma pessoa é sequestrada em sua identidade e transformada em seguidora de falsos profetas, apóstolos e guias cegos, elas não estão vendo Cristo, mas seguindo com fanatismo um ser humano pecador – e não ao Deus-homem santo, Jesus. 

Com relação ao mundo, em nosso ambiente cultural, mesmo no meio digital, cujo cenário estamos olhando hoje, não é muito diferente. Somos seduzidos a um estilho de vida focado nas recompensas imediatas deste mundo, seguindo pecadores e não a Deus.

Pasmem, vejam esta chamada no site “Uol”: “Argentina recomenda sexo virtual e masturbação para solteiros durante pandemia” , recomendando vídeo chamadas (pornografia) e masturbação.

Além disso, temos lives de cantores embriagados, recebendo aplausos do mundo e sequer sem informação de conteúdo impróprio para menores. 

Paulo se preocupava com a exposição à cultura mundana em que os Coríntios estavam expostos, além dos falsos mestres que tentavam tirar proveito da igreja. Isso precisamente é o que vivemos hoje. Tanto no mundo real quanto nas telas de nossos dispositivos. 

E claro que, como pastor, eu me preocupo com vocês acerca disso. Mas, acima disso, Deus em Sua Palavra.

É momento de reteremos firme a nossa confissão em Cristo, mais do que nunca, a fim de passarmos espiritualmente bem por esta pandemia, sem que tenhamos percas, prejuízos, danos, àquilo que vínhamos construindo como igreja, pela ação do Espírito Santo através da Palavra, oração e o Corpo de Cristo: uma vida para a glória de Deus e para o nosso bem, segundo a Verdade.

Ou seja: andar no caminho de Deus.

No v.17 Paulo diz ainda: “por toda parte, ensino em cada igreja”. Cada igreja que o apóstolo de Crsisto plantava e visitava ele ensinava o mesma coisa, o mesmo Evangelho, a mesma Verdade. 

Mas, ao invés de absorverem o correto ensino, no v. 18, vemos que alguns irmãos coríntios tornaram-se orgulhosos contra o Evangelho, que é igual para todas as igrejas de Cristo, criando seu “próprio evangelho”(!).

Uma atitude dessa é digna de disciplina. Não uma disciplina punitiva, mas motivada pelo amor, que levava os cristãos orgulhosos a voltarem à sanidade da sã doutrina. 

Este tipo de disciplina é exercida pela igreja, o próprio Paulo vai falar sobre isso adiante. Precisamos, como igreja, zelar pela fidelidade dos irmãos, mas sempre motivados pelo amor e restauração do cristão. Sempre.

A vida cristã pode ser falsamente reduzida à mera convicção mental, sentimento ou hábito. O despertamento do texto bíblico é para que não apenas memorizemos certas normas ou passemos a adotar meros costumes que se esvaziam com uma vida contrária a ser um imitador de Cristo.

A vida cristã, conforme nos ensina o Espírito por meio do texto sagrado, é para vivermos uma vida transformada, de seguidores – discípulos, não do apóstolo Paulo, mas de Cristo. 

Imitar o mundo ao nosso redor destrói nossa identidade e atrasa o nosso amadurecimento. Principalmente quando dizemos “isso não tem problema”. Esse pensamento pode estar carregado de orgulho, para que não venhamos a abrir mão de algo para Cristo ou de egoísmo, pois, alguma coisa que pode não fazer mal para mim, mas faz para meu irmão.

A vida cristã não é vivida de maneira egocêntrica, mas também pensando no outro, sobretudo nos meus irmãos, incluindo os crentes mais fracos – que tenho o compromisso espiritual de ajudar a crescer.

Somos uma família, e não um “punhado” de amigos do mundo, onde cada um vive como quer e um apoia o outro para o erro – porque também quer receber apoio para o seu erro. Isso é inimizade contra Deus. 

O certo mesmo é sermos exemplo um para o outro. Em humildade, inclusive admitindo quando fracassamos e que não estamos tentando ser perfeitos uns para os outros, mas devemos dar o exemplo um para o outro que estamos querendo seguir Jesus apesar de nossas fraquezas e limites.

Temos que ser diferentes e não tentar fazer o Evangelho ser atraente para o mundo com os objetivos do mundo. Comunicar-se de maneira contextualizada é diferente de mudar os valores cristãos e mudar a igreja para agradar o mundo em que vivemos. Precisamos ser sal e luz, na internet e fora dela.

Eu tenho pensado muito nos jovens nestes dias e nós, adultos, precisamos ser adultos e dar a eles o exemplo que precisam. Os jovens precisam ser guiados para tornarem-se adultos.

Podem ter atividades e programações – e devem – para sua idade na igreja. Mas, o alvo deles é ser adultos. Devemos guia-los para isso, inclusive abrindo espaço para que ocupem posições de responsabilidade na igreja, com acompanhamento e se tornem adultos. Devem curtir a juventude, mas não desejar ficar nela.

Devemos ser sal e luz para o mundo e dignos de imitação uns para os outros.

Que o Espirito Santo, com poder, Aplique a pregação da Palavra na vida de cada irmão e irmã, para a gloria de Deus Pai e para o nosso bem, em Nome de Jesus, amém!

Pr. Leandro Hüttl Dias
prleandro@batistabetel.org

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