Estudo – Ser Igreja: A Autoridade sobre a igreja

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A autoridade das Escrituras significa que todas as palavras nas Escrituras são Palavras de Deus, de modo que não crer em alguma Palavra da Bíblia ou desobedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a Ele.

Wayne Grudem

A Palavra do Rei

No Antigo Testamento, é comum vermos a manifestação de Deus por meio dos profetas sempre precedia da frase “assim diz o Senhor”. No mundo antigo, essa frase seria reconhecida como idêntica à forma da expressão usada para comunicar um edito do rei aos súditos de seu reinado, com o uso da expressão “assim diz o rei”. Um edito real não poderia ser desafiado nem questionado, mas simplesmente obedecido.

Quando um profeta diz “assim diz o Senhor” estão na posição de mensageiro do soberano Rei de Israel, o Rei dos Rei, e que suas palavras são as de Deus, com autoridade absoluta.

Nós precisamos retroalimentar em nossos corações essa autoridade real sobre as nossas vidas.

Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo. O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

Hebreus 1.1-4, NAA

O Rei estendeu Sua comunicação com Seus súditos, vindo agora pessoalmente na Pessoa do Filho, comunicando Seu grande plano de salvação, de maneira que ouvir Jesus ou ler hoje Suas Palavras na Bíblia, sob a iluminação do Espírito Santo, é receber muito mais de Deus do que aqueles que viveram no tempo dos profetas como Elias e Isaías.

O Rei também deixou claro a extensão do Seu Reino: o coração dos homens:

Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós.

Lucas 17.20,21, ARA

Sobre esta passagem, John MacArthur diz que Jesus veio inaugurar uma era na qual o Reino seria manifesto através do reinado de Deus no coração dos homens por meio da fé no Salvador.

O Reino de Deus, de fato, não está restrito a limites geográficos ou preso à uma única etnia (judeus); ele é sobre toda terra, e reune entre os seus cidadãos pessoas de todos os povos, línguas e nações; segundo e conforme a vontade soberana de Deus. Mesmo os que não creem estão debaixo do governo celestial, mas infelizmente para juízo. Como disse Spurgeon:

Jesus Reinará sobre você, seja pelo seu consentimento ou não

C.H. Spurgeon

Autoridade: o poder da Palavra de Deus

Assim o Rei governa sobre nós, através de Sua Palavra. Onde a Palavra pode ser encontrada com segurança e precisão?

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

2 Timóteo 3.16, NAA

Nas Escrituras é que encontramos autoridade sobre nossa fé sem forma de erro. Existem muitas “fés” hoje. As pessoa creem no que querem, como querem – e para o que desejam. Jesus não é o “gênio da lâmpada”, o ser humano não tem autoridade sobre a sua fé, sobre o que crer, como e para qual objetivo crer. Fé um presente dado por Deus para nosso bem – e Ele sabe o que é bom para nós, enquanto nós, se fato, não sabemos. Deus tem o direito de definir no que vamos crer e para o que vamos crer. Não por maldade, Ele Reina com absoluta bondade, não devemos desconfiar disso!

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem poderá entendê-lo? Eu, o SENHOR, sondo o coração. Eu provo os pensamentos, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto das suas ações.

Jeremias 17:9, NAA

Deus inspirou homens santos para escrever a Sua Vontade Real e Soberana para nossos corações e mentes. A Palavra é inerrante em matéria de fé. Precisamos olhar para a Bíblia como fonte de autoridade sobre toda e qualquer coisa ou pessoa, este foi o grito da Reforma Protestante. Nada de papas, reis humanos e afins. Hoje: nada de “apóstolos”, “ungidos” e suas “declarações proféticas”. Pastores e ovelhas, que compõe a igreja de Cristo devem ser submissos a Palavra real. Estamos falando do Reino de Deus, o qual devemos buscar. Ele é soberano.

Jesus governa em nosso coração no meio deste mundo, andamos na contra mão da cultura deste mundo. Na Escritura temos a fonte confiável para entregar os cuidados da nossa alma, pois o governo de Deus é totalmente seguro ao nosso coração e mente, as nossas decisões e vontade. Deus é um Rei bom, digno de total confiança; nós é que não somos confiáveis para nós mesmos.

Na sociedade atual autoridade é um tema que tem gerado bastante controvérsia, e não apenas no âmbito religioso. Na pós-modernidade a autoridade muitas vezes não é reconhecida nem obedecida, prevalecendo a opinião pessoal como palavra final. Cada um é autoridade para si.

Paul Tripp disse o seguinte:

Eu não posso fugir de mim, eu não posso fugir do perigo que sou. É por isso que eu preciso de um Salvador.

Paul Tripp

A ICAR alega ser a representante de Deus na terra. Quando fala, é com a mesma autoridade que o próprio Senhor na terra. Para eles, o direito de administrar os meios de graça e definir doutrinas lhes pertencem, por se definirem ser os sucessores dos apóstolos.

Seitas também fazem suas alegações, defendendo novas revelações por meio dos seu profetas, como Mórmons e Adventistas (Ellen White), dentre outros.

No meio evangélico temos “apóstolos” que se consideram autoridade e fonte de revelação, proferindo heresias.

Entretanto, somente Deus mesmo pode ser autoridade em questões de fé e religião, todos os homens são pecadores e carecem da graça dEle.

Ele a exerce nas questões centrais de revelação da Verdade através do Seu Livro, a Bíblia. Quanto transmite a mensagem de Deus, a Bíblia tem o mesmo valor de uma ordem dele falada diretamente.

A obra interior do Espírito Santo

A necessidade desta obra existe, em primeiro lugar, pela diferença ontológica entre o homem e o Deus. Deus está infinitamente além de nossas categorias de compreensão e verbalização (vocabulário) – se não fora Ele atuar em nós (na pregação, sequer poderíamos conhecê-lO em parte, como já conhecemos hoje. Mesmo no porvir, não conheceremos Deus como Ele mesmo se conhece. Até aqui nem mesmo falamos sobre o ser humano ser pecador.

Além da questão ontológica, existe o abismo moral, a Bíblia tem conteúdo suficiente e claro que nos ensina do obscurecimento da compreensão humana; somos cegos e mortos espirituais.

Além disso, por fim, precisamos de certezas no campo espiritual, dada, então a necessidade da ação do ES e não humana ou institucional, a fim de criarmos convicções.

A Bíblia prova essa condição humana de incapacidade não só de entender, mas também de aceitar a revelação divina, e, portanto, a necessidade da ação do ES, como veremos na próxima aula.

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