Série Eclesiastes: 2.1-11 | DESGOSTO

INTRODUÇÃO

Todos temos contato com este mundo e conhecemos o que ele deseja, primeiro a partir de nosso próprio coração pecador, que entende este mundo (GL 5.17 diz que as obras da carne são bem conhecidas).

Embora, nascido de novo, experimentamos a luta da carne contra o espírito, e graças a Deus que nossa nova natureza abomina o mundo e prefere Jesus, de maneira que vale sempre a pena estar em constante oração e contato com a Palavra do Senhor.

Depois, assistindo a este mundo, seja vendo televisão, trabalhando, estudando, morando ou existindo aqui, sabemos que o conceito de ser “bem sucedido” é descrito como muito prazer, dinheiro, poder e sexo.

Não apenas isso, mas muito de tudo isso. Sempre vemos nos noticiários que os estelionatários são muitas vezes pegos quando passam a ostentar um padrão de vida luxuoso e regado a prazeres nas redes sociais. Além de querem tudo isso, ainda precisam mostrar.

DESENVOLVIMENTO

E foi o que Salomão experimentou. E muito. E ele era o perfil mais seguido nas redes sociais de Israel: todos sabiam tudo sobre o Rei.

Baladas sem fim, regadas sempre a muita música e bebida, muito sexo voraz em grande quantidade, com diferentes mulheres (700 esposas e 300 concubinas. E o arém de um rei na época era uma demonstração de poder). Também tinha dinheiro que parecia não acabar. Para se divertir e manter todo o padrão e para empreender o que ele quisesse, qualquer coisa que os olhos vissem.

Poder político que uma monarquia absolutista fornece mais do que a um presidente da República, embora ele devesse seguir a Lei de Deus, a Constituição de Israel.

Tinha empregados ao seu dispor para fazer tudo, na verdade literalmente milhares de pessoas trabalhando para ele e um exército inteiro ao seu comando.

Ele tinha muito patrimônio, dinheiro líquido para gastar e entradas sempre certas e garantidas.

Qualquer pessoa do mundo acharia isso não só a realização, mas o máximo da realização. O ápice da vida, e gritariam eufóricos: “é isso, é disso que estou falando, isso é a vida e a realização dela”.

E os que em cada século seguem este caminho não confessam, mas experimentam o mesmo que Salomão registrou no final desta passagem:

Eclesiastes 2
10 Tudo aquilo que os meus olhos desejaram eu não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa por todas elas. 11 Considerei todas as obras que as minhas mãos fizeram, e também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.

O trabalho é bênção, o poder é importante e necessário para a ordem e o sexo é uma grande presente para os casados. Mas, quando todas essas coisas são experimentadas fora das áreas para as quais foram planejadas, fora dos objetivos e até da quantidade necessária para o cumprimento dos bênçãos de Deus, elas provocam um efeito contrário.

Dizem que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose! Veja, não o elemento em si, mas o quanto dele.

Quando entra em ação somente o proveito próprio, o engrandecimento pessoal, o fortalecimento do ego, a busca pela fama, segurança sem Deus e qualquer outra variação do egoísmo, esses elementos trazem desgosto, pois não tocam o ser humano por inteiro e nem de modo duradouro.

A pessoa está vazia como antes e com o a desgosto da ilusão, como o próprio rei disse em Provérbios 14.12-14

O fim foi desgosto. É o que o coração humano sente.

Séculos depois Jesus viria e pregaria o Sermão do Monte, onde as bem aventuranças são o oposto desta vida louca que Salomão experimentou e que os homens desejam, geração após geração.

De fato, toda a Palavra de Deus é eterna em dizer que não vale a pena e que viver a vida com o coração satisfeito em Deus é a maior realização da vida do homem. Sem Jesus, ninguém tem isso.

Os prazeres, o poder, o sexo e o dinheiro como fonte de satisfação não funcionam e, a medida em que são experimentados fora dos propósitos divinos, e sem Deus no coração, trazem um desgosto duplo:
1. não alcança o objetivo proposto, causando frustração
2. traz um vazio maior, e quanto mais aumentam os prazeres egoístas, mais o buraco aumenta. Pior: para tentar sair do buraco anterior, aumenta-se o prazer, pois aquela dose já não satisfaz, e a medida que cresce, o buraco também aumenta, causando um rota de destruição sem fim. A pessoa tenta, tenta e repete, porque está cega e não conhece a verdade.

Sem Cristo, a pessoa está condenada ao Desgosto. Apenas Jesus pode tirar uma pessoa deste fosso sem fundo. Conhecereis a Verdade e a Verdade os libertará. E a verdade é Cristo.

As bem aventuranças têm ainda outro benefício para o ser humano, pois atinge-o por inteiro. Pode não parecer que traz benefício na hora, pelo contrário, podem até causar dor, porém, não desgosto, uma vez que todas elas são acrescidas de boas recompensas que são duradouras e satisfatória para a alma. E, por fim, acompanham o coração humano para a eternidade! Tocam o ser humano por inteiro!

Leia em Mateus 5.1-12

CONCLUSÃO

Jesus olha as mesmas multidões se debatendo e querendo a vida de Salomão, uns frustrados porque não a tem, outros desgostosos porque a têm.

Para entender o caminho da vida, às vezes, precisamos passar por alguns vales e desertos, a fim de olharmos somente para a Palavra Viva, digna de toda confiança e aceitação. doenças, desemprego ou crises conjugais e familiares, podem ser, como permissão de Deus, um preparo para crescermos em maturidade e entendimento, desprezarmos o mundo e vivermos para Deus.

Para colocarmos os pés no chão pela manhã e lembrarmos “quem toma sua cruz e me segue, este é meu discípulo”, entendendo que se este for o propósito, você vive uma vida normal de ser humano, porém, com satisfação na alma e sem o desgosto que o mundo dá.

O povo de Israel passou por um deserto premeditado por Deus, que poderia tê-los guiado direto para a bênção, mas, preferiu fazê-los se ocuparem com a Sua Lei e dar atenção somente a ela, sem os prazeres para distraí-los. Assim, a Lei do Senhor teria o primeiro lugar na vida deles, mesmo quando a “vida sorrisse” novamente e as coisas voltassem a dar certo.

O coração humano é nascido escravo do pecado, e, depois de recebermos uma nova vida em Cristo, precisamos aprender a viver pela Palavra.

O Salmo 1 diz que nosso prazer está na Lei do Senhor, em pensar nela noite e dia. Perceba o quanto Deus ocupa as pessoas com Sua Lei. Projetos de tradução bíblica, debates sobre entendimento da Bíblia, planos de leitura anual, Escola Bíblica, Pregações, ofertas para a manutenção de Missões e do Ministério da Palavra, ambos pela manutenção da igreja local, comentários bíblicos, livros produzidos sem fim, e por aí vai. Deus quer nos manter nela, para nossa satisfação e para a Sua glória. Isso é espiritual, sobrenatural.

De fato a realização está em ser para Deus, em pertencer a Ele.

Que Deus nos guie hoje e sempre, em Nome de Jesus, amém.

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